TRATAMENTO DE FLACIDEZ FACIAL

A queixa de flacidez facial é bastante comum na consulta dermatológica, visto que traz aspecto envelhecido e de cansaço à fisionomia. A flacidez tende a aumentar com a idade e está relacionada a diversos fatores que vão ocorrendo ao longo da vida:

– Redução gradual na produção de colágeno, que passa a acontecer após os 40 anos de idade, deixando a pele mais fina;

– Alterações nas fibras elásticas, devido ao envelhecimento cronológico e aos danos solares;

– Reabsorção óssea e frouxidão de ligamentos de sustentação da face;

– Ação do músculo Platisma, localizado no pescoço, que se insere na região da mandíbula. Quando ele é contraído (nos movimentos do dia a dia, como falar), tende a “puxar” a pele do rosto para baixo.

Há outros fatores que também podem contribuir para a piora do aspecto de flacidez, como a perda de peso, alimentação inadequada com fonte insuficiente de proteína e vitaminas, tabagismo, exposição solar cumulativa, dentre outros.

Muitos procedimentos podem ser realizados para atenuar o aspecto de flacidez, dentre eles:

– Aplicação de toxina botulínica (popularmente conhecida como botox), para relaxar os músculos que fazem contração muscular para “baixo”, como o Platisma e o músculo orbicular dos olhos.

– Aplicação de bioestimuladores de colágeno, como o ácido poli-L-láctico (Sculptra®) e a hidroxiapatita de cálcio (Radiesse®), para aumentar a produção de colágeno, levando a maior espessura da derme e consequentemente maior firmeza da pele e sustentação.

– Aplicação de ácido hialurônico, os preenchedores, técnica denominada harmonização facial. O produto é aplicado em pontos de sustentação, regiões de perda óssea e de perda de volume, atenuando o aspecto de flacidez da pele.

– Fios de sustentação e fios de PDO (polidioxanona), que estimulam a produção de colágeno.

– Ultrassom microfocado: Ulthera®, Doublo® e Ultraformer® são aparelhos que, através de ondas de ultrassom que se focam nos tecidos mais profundos (como fáscia muscular e derme profunda), estimulam a produção de colágeno proporcionando retração e melhora da flacidez. Esta tecnologia permite tratar a flacidez profundamente, sem lesionar a parte mais superficial da pele.

– Aplicação de laser, como o CO2 fracionado, que promove remodelação de colágeno, tratando não só a qualidade da pele e consequentemente reduzindo a flacidez, mas também melhorando as manchas e as linhas finas de expressão.

– Uso de aparelhos de radiofrequência, que estimulam a produção de colágeno e contração das fibras elásticas.

O resultado dos procedimentos varia entre as pessoas, pois a capacidade individual de produção de colágeno depende de inúmeros fatores, como a idade, hábitos de vida, alimentação, características genéticas, dentre outros. Em alguns pacientes, o médico pode recomendar a suplementação de peptídeos de colágeno hidrolisado, de outras proteínas, vitaminas e nutracêuticos, conforme a necessidade individual.

O uso de cosméticos também costuma ser recomendado, que podem conter ácido retinóico e seus derivados como o retinol; ácido glicólico, vitamina C e outras vitaminas, ácido hialurônico fragmentado, ácido ferúlico e outras substâncias antioxidantes.

Quanto mais precocemente começarmos a tratar a flacidez, melhor, porque podemos atuar de forma preventiva. E, claro, esse caminho almeja sempre resultados naturais e harmônicos, que preservem todas as características individuais do paciente.

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