REJUVENESCIMENTO FACIAL

Quem não quer ter a pele mais rejuvenescida? Essa é uma queixa muito comum nas consultas dermatológicas. O aspecto envelhecido da face pode ser devido a uma combinação de fatores:

  1. Presença de rugas.

As linhas de expressão podem ser móveis, surgindo apenas quando contraímos um músculo (por exemplo ao redor dos olhos, quando sorrimos); ou podem ser fixas, quando já se formou uma depressão na pele. No início, quando são dinâmicas, recomenda-se aplicação de toxina botulínica (popularmente conhecida como botox). Porém, quando já se tornaram estáticas, além da toxina botulínica, podem ser necessários outros procedimentos para atenuá-las, como aplicação de laser e preenchimento com ácido hialurônico. Alguns cremes contendo ácidos e substâncias hidratantes, também podem suavizar as rugas mais superficiais.

  1. Presença de manchas

Sardas, manchas do sol (lentigos solares) e melasma: para o tratamento delas, recomenda-se o uso de protetores solares e agentes clareadores. Podem ser indicados, também, procedimentos como peelings, laser, luz intensa pulsada e microagulhamento. Cada tipo de mancha tem o seu tratamento específico.

  1. Presença de flacidez.

A flacidez ocorre devido à redução progressiva da produção de colágeno a partir dos 40 anos, diminuição das fibras elásticas, além de outras alterações ocasionadas pelo envelhecimento, como a reabsorção óssea. Vários procedimentos podem ser realizados para tratar a flacidez, como os bioestimuladores de colágeno, a harmonização facial (aplicação de ácido hialurônico), fios de sustentação, aplicação de ultrassom microfocado, lasers e outras tecnologias.

  1. Desidratação da pele.

A pele seca e desidratada torna-se opaca, sem brilho e adquire aspecto desvitalizado. Além do uso de cosméticos adequados, os skinboosters (Vital® e Vital light®) melhoram a hidratação da pele. São substâncias injetáveis, constituídas por ácido hialurônico, que tem grande afinidade pela água, retendo-a na pele, melhorando o viço e a firmeza.

  1. Olheiras.

Consideradas um desafio terapêutico, as olheiras têm múltiplas causas.

A pele fina da região favorece a visualização dos vasos na profundidade, conferindo coloração violácea, que piora em situações de congestão, observadas nas pessoas alérgicas (que sofrem de rinite, por exemplo) ou quando não se tem o sono repousante.

Observamos, também, depósito de pigmento, que pode ser melanina ou hemossiderina, este último mais resistente aos agentes clareadores.

Além disso, pela constituição física do crânio (determinada geneticamente), que é agravada pelo envelhecimento, algumas pessoas têm menor sustentação na região malar (região abaixo dos olhos), conferindo aspecto mais profundo e sombreado.

Portanto, não existe um tratamento único que melhore todas as olheiras. Podem ser necessários cremes clareadores e descongestionantes; indicados procedimentos para aumentar a espessura da pele como laser de CO2 fracionado e radiofrequência microagulhada (Voluderm®); luz intensa pulsada e laser Q-switched para reduzir o depósito de pigmento; preenchimento com ácido hialurônico para restaurar a sustentação malar (harmonização facial) e, se necessário, preencher também a goteira lacrimal. Mas também são necessárias outras medidas, como o tratamento de alergias respiratórias e melhorar a higiene do sono.

  1. Poros abertos.

Queixa comum, os poros abertos são muito observados nas peles mistas e oleosas, mas também vão surgindo no processo de envelhecimento. Para tratar os poros abertos, devemos identificar a etiologia e então prescrever o tratamento adequado. Alguns procedimentos podem ajudar, como os peelings, laser e a radiofrequência microagulhada (Voluderm®).

            Concluindo, promover o rejuvenescimento da face requer combinação de cuidados diários com a pele, agregados a procedimentos realizados no consultório. O dermatologista tem experiência para identificar quais fatores estão contribuindo para o aspecto envelhecido e realizar os tratamentos mais adequados.

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