PREENCHIMENTO & HARMONIZAÇÃO FACIAL

Os preenchimentos são procedimentos realizados pelos dermatologistas há mais de 20 anos, para a correção de sulcos, rugas, cicatrizes e depressões na pele. Ao longo dos anos, as substâncias utilizadas foram sendo substituídas por produtos mais seguros e de melhor durabilidade, hoje sendo amplamente usado o ácido hialurônico.

O conhecimento da anatomia é essencial para a realização da harmonização facial: a estrutura óssea com seus forames e aberturas, os músculos e suas inserções, ligamentos e fáscias, coxins gordurosos, trajeto de artérias, veias e nervos e a constituição das camadas da pele. Também é importante o conhecimento das alterações anatômicas que o envelhecimento causa, como a reabsorção óssea, redução da produção de colágeno levando a flacidez de ligamentos e afinamento da pele, reposicionamento dos coxins de gordura, dentre outras alterações.

Nos últimos 10 anos, houve grande mudança na forma de avaliar e tratar a face. Antes, usávamos os preenchedores para suavizar sulcos e linhas; hoje, a face é examinada de forma tridimensional. Não são avaliadas apenas as rugas e linhas de expressão, mas os aspectos globais, como o arcabouço de sustentação, presença de flacidez, espessura da pele, perda de volume, além dos aspectos emocionais que são transmitidos pela face, como cansaço, tristeza, feminilidade, masculinidade, braveza, dentre outros. Nesse contexto, volumes maiores de ácido hialurônico passaram a ser utilizados e o procedimento passou a ser chamado de harmonização facial.

Exemplificando, se a queixa do paciente é o sulco que aparece ao lado do nariz e da boca, o sulco nasogeniano (popularmente conhecido como “bigode chinês”), frequentemente sua causa é a perda de sustentação na região malar (bochecha) e na região zigomática (parte lateral das maçãs do rosto) e, então, o preenchedor deve ser aplicado inicialmente nessas regiões. Os sulcos também são tratados, mas em um segundo momento, numa fase de refinamento.

Outra queixa muito comum, é a perda do contorno facial, dando aspecto “em buldogue”. Para tratá-la, inicialmente se reestrutura o terço médio da face (região zigomática e região malar lateral e medial). E, muitas vezes, é necessário tratar conjuntamente o ângulo e contorno da mandíbula e o queixo, pois ajudam a sustentar a região mais flácida, que é tecnicamente conhecida como “jowl”.

Outra queixa frequente é a papada, uma região mais flácida abaixo do queixo. Nesses pacientes é comum observarmos que o mento é pequeno, reduzindo a sustentação. O preenchimento de mento pode contribuir na melhora dessa flacidez.

Num segundo momento da harmonização facial, realiza-se o refinamento, quando são abordadas as goteiras lacrimais (olheiras), os lábios (preenchimento labial) e rugas ao redor dos lábios (“código de barras”), rugas e sulcos que ainda estiverem evidentes (como o sulco nasogeniano, conhecido como “bigode chinês”), cicatrizes de acne, entre outras.

Dependendo da região a ser tratada e das características da pele do paciente (mais espessa ou mais fina, por exemplo), diferentes produtos devem ser escolhidos, baseado no tamanho de suas moléculas, capacidade de “elevação dos tecidos”, maleabilidade, durabilidade, dentre outros. Várias são as marcas encontradas no mercado, dentre elas: Juvederm Voluma®, Juvederm Volift®, Juvederm Volbella®, Restylane®, Restylane lift® – o antigo Perlane®, Restylane kiss®, Emervel®, Belotero®, dentre outros. A durabilidade é de 6 meses a 1 ano e meio, variando entre pacientes, e depende também do volume aplicado e do produto utilizado.

MD Codes™ é uma abreviação para Medical Codes (códigos médicos), uma técnica desenvolvida pelo cirurgião plástico brasileiro Maurício de Maio. Através dos conhecimentos anatômicos citados acima, ele estabeleceu uma sistematização de pontos para aplicação de ácido hialurônico, com objetivos de sustentação e rejuvenescimento da face, proporcionando resultados harmônicos e naturais. Esta técnica é amplamente utilizada por dermatologistas e cirurgiões plásticos.

A harmonização facial é um procedimento realizado em consultório. Podem ser usados cremes anestésicos para reduzir o desconforto da aplicação e geralmente as seringas de ácido hialurônico já contém lidocaína, um anestésico. Devido à injeção do produto, podem ocorrer pequenos hematomas, edema (inchaço) e dor local, que costumam ser discretos e transitórios.

Apesar de ser um procedimento muito seguro, a harmonização facial não é isenta de riscos. Há risco de infecções, reações alérgicas e obstruções vasculares, que são as mais graves. Assim, é muito importante que o paciente escolha um profissional habilitado, que tenha sólido conhecimento de anatomia, bem como conhecimento médico para diagnosticar e tratar uma possível complicação. Pode ser necessária a prescrição de medicamentos como antibióticos, corticóides, antialérgicos, vasodilatadores e antiagregantes plaquetários; ou a aplicação de hialuronidase (uma enzima que degrada o ácido hialurônico).

Antes de realizar seu procedimento, verifique se o profissional escolhido é realmente o especialista que você está procurando. Por exemplo, é possível consultar a especialidade do seu médico no portal do Conselho Federal de Medicina. Quando o diploma de especialista é registrado no Conselho, o médico recebe um número chamado RQE (Registro de Qualificação de Especialista).

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